sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O caminhão da Avon que virou

Foi uma tarde de alvoroço
aqui em São Sebastião,
um real presente dos deuses
ninguém poderia dizer que não.
Imagine um caminhão de produtos:
cosméticos, perfumes, bijuterias,
calçados, roupas, tudo de bom.
Eletro-eletrônicos e várias mercadorias,
muitos desses com a marca AVON.

O caminhão da Avon virou,
a notícia espalhou-se pela cidade,
o povo esqueceu o que tinha pra fazer
e, partiu para a localidade
chamada Curva da Morte,
na periferia da cidade.

Em poucos minutos se formou
uma grande multidão:
homem, criança, mulher e velho
não dava para fazer distinção
de longe parecia um formigueiro
prevendo grande tempestade
era a ganância de uma comunidade
que visava o ganho do dinheiro.

Grandioso também
foi o engarrafamento que se formou
todos que passavam pelo local
procurou se dar bem, meu senhor
pegavam as caixas dos produtos
sem saber o conteúdo delas
as velhas ficavam felizes
quando encontravam panelas.

As jovens torciam o nariz
acahando que era balela
queriam roupas, cosméticos e perfumes
para achar quem olhasse para elas
os homens não ficava atrás
pegavam as caixas sem escolher
pois hoje já se sabe
que muitos metrosexuais querem ser.

Os velhinhos que lá estavam
do reumatismo esqueceram
carregaram as caixas com agilidade
e na casa dos filhos esconderam
pensavam nas conquistas
que iriam realizar
mulheres bonitas e cheirosas
para o seu ego acariciar.

Depois da confusão formada
chega a polícia militar
a rodoviária também se fez presente
para botar ordem no lugar
mas nem a multidão, nem motoristas
queriam saber de conversa não
tudo que els queriam
era saquear o caminhão.

O número de policiais era pequeno
para tamhana concentração
não houve outro remédio
senão conceder a liberação.
Foi aí que o povo enlouqueceu
ficando maior a agitação
usou-se bicicleta, burro, jegue,
sacolas, malas e carro-de-mão,
só não dava pra perder a oportunidade
de tirar proveito da situação.

Muitos comerciantes do município
também aproveitaram a oportunidade
pegaram as caixas que puderam
e compraram outras em quantidade
guardaram em seus estabelecimentos,
pois conhecem o prazo de validade
sabem que no comércio
não pode haver muita fartura
porque cai o preço do produto
só aumentando a procura.

Alunos: André Q. Ramos, Domingo, Edmilson e Rafael Abade.

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